Para que serve o espermograma?
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O exame espermograma pode ser feito para diagnosticar doenças urológicas, mas é especialmente usado para detectar problemas de infertilidade - que também podem ser de origem masculina.
O exame espermograma pode ser feito para diagnosticar doenças urológicas, mas é especialmente usado para detectar problemas de infertilidade - que também podem ser de origem masculina. Estima-se que 35% dos casos de infertilidade estejam separadamente relacionados às mulheres e aos homens; 20% a ambos e 10% por causas desconhecidas.
Por isso, quando um casal tem alguma dificuldade para engravidar, o ideal é que ambos procurem um médico para fazer uma avaliação.
Como é feito o espermograma?
O paciente pode optar por entregar o material da ejaculação em um recipiente até uma hora depois da coleta ou realizar o procedimento no próprio laboratório. A avaliação é feita observando o sêmen sob os seguintes aspectos:
Volume - pouca quantidade influencia no número de espermatozoides e, portanto, no processo de fertilização;
Concentração - o ideal é que hajam, em média, 20 milhões de espermatozoides em 1 ml sêmen e que pelo menos 32% tenha mobilidade satisfatória;
Viscosidade - aumento da viscosidade pode revelar distúrbios na próstata;
Morfologia - a estrutura dos espermatozoides impacta na fertilização. Alguns podem estar sem cabeça, com duas caudas ou sem caudas, por exemplo.
Quais são os possíveis diagnósticos?
O espermograma é um exame altamente variável - o estilo de vida adotado nos últimos 3 meses e até alterações no período de abstinência para realizar o exame são suficientes para invalidar as análises. Por isso é normal que o médico solicite a repetição do teste antes de confirmar o diagnóstico. Mas normalmente os resultados podem ser:
Normospermia - todas as características com valores normais;
Astenospermia - redução da mobilidade dos espermatozoides;
Teratospermia - altas taxas de espermatozoides com anormalidades estruturais;
Oligospermia - baixa concentração de espermatozoides;
Oligoastenoteratospermia - distúrbio de contagem, mobilidade e morfologia;
Azoospermia - ejaculação sem esperma;
Aspermia - sem ejaculação.
O espermograma é um dos exames mais indicados para avaliar a capacidade reprodutiva e a fertilidade. Ainda assim, os parâmetros seminais não permitem a classificação definitiva dos pacientes em férteis ou inférteis. Geralmente é necessário realizar outros exames complementares para ter uma conclusão. Converse com seu urologista de confiança!
Fonte: Medical Site

